Eterna Sedução - Maureen Child e Caridad Pineiro
Capitulo Um
MORTE E destruição eram os únicos presentes de
Natal que o destino já havia dado a Hadrian Aurelius. Agora, o destino o
presenteara com mais uma calamidade natalina — um grupo de bons samaritanos com
sinos que haviam acampado do outro lado da rua de sua casa, perturbando o seu
sono diurno e boa parte de suas noites.
O clamor do sino começava no meio
da manhã, perfurando-lhe o cérebro enquanto ele dormia após uma longa noite
rondando as ruas de Manhattan. Baixo e esporádico, ele era capaz de bloquear o
barulho de sua cabeça pela maior parte do tempo, até a chegada do crepúsculo,
e, com ela, o tinido se tornava mais alto e insistente. Exigente. Seguido de
perto por uma alegre saudação, doce o suficiente para estragar a refeição que
seu guardião lhe trazia quando acordava.
Por várias semanas, Hadrian procurou se convencer
de que poderia aguentar até que fossem embora. Afinal, era um dos mais velhos
vampiros e havia sobrevivido a quase dois mil anos de desafios muito maiores.
Mas havia algo naquele maldito sino que o tirava do
sério.
Hadrian jogou longe as cobertas, caminhou até a janela e olhou o seu atormentador vestido de Papai Noel postado diante da biblioteca pública. Não havia muito a se dizer a respeito do “bom velhinho” que estava parado ao lado do pote de contribuições, balançando alegremente o braço para cima e para baixo, pedindo aos transeuntes que fizessem uma pequena doação para aqueles que não tinham lar.
Hadrian jogou longe as cobertas, caminhou até a janela e olhou o seu atormentador vestido de Papai Noel postado diante da biblioteca pública. Não havia muito a se dizer a respeito do “bom velhinho” que estava parado ao lado do pote de contribuições, balançando alegremente o braço para cima e para baixo, pedindo aos transeuntes que fizessem uma pequena doação para aqueles que não tinham lar.



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